O que é Atenção Primária à Saúde?

O que é Atenção Primária à Saúde?

Saber o que é Atenção Primária à Saúde (APS) é essencial tanto para profissionais da área da saúde quanto para a população no geral. 

Isso porque é através dela que o cidadão possui o atendimento inicial no sistema de saúde brasileiro. 

Vou te explicar.

A Atenção Primária à Saúde ou Atenção Básica é a porta de entrada para o sistema saúde. É nela que ocorre as orientações para prevenir doenças, visa solucionar os casos menos graves e direciona os mais graves para os níveis de atendimento superiores. 

É como se fosse um filtro que organiza os serviços nas redes de saúde: realizando os atendimentos simples e direcionando os mais graves para cada setor responsável. 

Por exemplo, o programa governamental Estratégia de Saúde da Família (ESF) disponibiliza exames, consultas, vacinas, radiografias e outros procedimentos por meio das Unidades Básicas de Saúde.

Ou seja, somente os casos mais graves são redirecionados para o atendimento no hospital. 

Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), a atenção primária pode atender de 80 a 90% das necessidades de saúde de um indivíduo ao longo de sua vida. Isso inclui os serviços que vão desde a promoção da saúde e prevenção até o controle de doenças crônicas e cuidados paliativos.

Qual o objetivo da Atenção Primária em Saúde?

O objetivo da APS, como te disse anteriormente, é organizar o fluxo de atendimento e serviços das redes de saúde brasileira. 

Sendo assim, as suas principais ações estão relacionadas a orientar sobre a prevenção de doenças, promover a saúde, solucionar os possíveis agravos e direcionais os casos mais graves. 

4 atributos da Atenção Primária à Saúde

De a acordo com a professora e  médica norte-americana Barbara Starfield, a atenção primária possui 4 atributos básicos:

1. Atenção ao primeiro contato

Como ele é a porta de entrada para a saúde brasileira, o que se espera da APS é que seja um serviço acessível a toda população. 

Por isso, é essencial que o primeiro atendimento seja com uma boa localização geográfica e em horários de funcionamentos compatíveis com a realidade daquela comunidade local. 

2. Continuidade do atendimento

O atendimento na APS não é único. Deve haver uma continuidade do serviço de forma regular e frequente ao longo do tempo. 

Isso quer dizer que o cidadão deve manter um vínculo com o serviço para que o resultado possa ser mais eficiente, caso ocorra uma nova necessidade de atendimento. 

Para que isso aconteça, a unidade de APS deve identificar todos os indivíduos da população que devem receber seu atendimento no local.

É essencial manter o cadastro dos usuários da unidade de saúde sempre ativos e educar a população para que a utilizem periodicamente para consultas. Somente quando for um exame específico ou uma consulta com um especialista que o caso deve ser redirecionado.

3. Integralidade do serviço

Esse atributo significa que as unidades de atenção primária devem ser capazes de oferecer todos os serviços necessários para lidar com sintomas, sinais e diagnósticos de doenças. 

Isso inclui o encaminhamento para consultas com médicos especialistas e serviços de suporte como, por exemplo, a internação domiciliar.

Ou seja, mesmo que o paciente seja encaminhado a outras unidades, o serviço de atenção primária continua com parte da responsabilidade pelo seu atendimento.

Além disso, a integralidade do serviço inclui também a possibilidade de visitas domiciliares, reuniões com a comunidade e ações intersetoriais.

4. Coordenação do cuidado

Esse último atributo está relacionado ao anterior. Pois quando parte do atendimento é remanejado para outros níveis de atenção cabe a equipe de atenção primária organizar, coordenar e integrar os cuidados com o paciente. 

Ou seja, deve haver uma continuidade no contato entre os profissionais de níveis diferentes, mesmo que seja por meio de prontuários.

Equipe mínima para trabalhar com APS

Equipe mínima para trabalhar com APS

De acordo com a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), a equipe de profissionais para atuar na atenção primária deve ter caráter multiprofissional e interdisciplinar.

A composição mínima para trabalhar com APS envolve:

  • Um médico de família e comunidade ou especialista em clínica médica com capacitação e experiência em APS;
  •  Um enfermeiro especialista em saúde da família ou generalista; e 
  • Outro profissional de saúde de nível superior.

Além disso, de acordo com os procedimentos oferecidos a unidade de atenção primária deve contar na sua equipe profissionais de acordo com as suas especificidades. Como, por exemplo, fisioterapeutas, psicólogos, nutricionistas, fonoaudiólogos, assistentes sociais, terapeutas ocupacionais, cirurgião dentista, etc.

Atenção Primária à Saúde e o Plano de Saúde

Segundo um estudo realizado pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), o plano de saúde atende em 86,6% os atributos da Atenção Primária à Saúde.

Isso significa que os atributos necessários para a prestação do serviço são amplamente identificados nas operadoras de plano de saúde

Esse é um grande avanço para o setor e representa um progresso na quebra de paradigma do atual sistema privado de saúde. Ou seja, essa pesquisa é uma das provas de que as operadoras de plano de saúde estão avançando na qualidade dos atendimentos iniciais prestados aos pacientes.

Conclusão

No artigo de hoje te expliquei o que é Atenção Primária à Saúde. Te mostrei quais os objetivos dela e quais são os 4 atributos.

Além disso, te expliquei também qual é a equipe mínima para um atendimento de qualidade na APS e como está ela está acontecendo nos planos de saúde. 

Se você tiver qualquer outra dúvida sobre esse assunto, deixe um comentário. A nossa equipe fará o possível para te responder!

 

O que é carência de plano de saúde

O que é carência de plano de saúde?

Uma das principais dúvidas quando alguém vai contratar um convênio médico é: o que é carência de plano de saúde?

Outras pessoas não fazem ideia de que existe um período que elas devem aguardar para realizar algum procedimento. 

Por isso, nesse artigo vou responder para você as principais dúvidas sobre esse assunto. Começando por aquela que te levou a chegar até aqui…

O que é carência de plano de saúde?

Segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), a carência de plano de saúde é um período em que o beneficiário deve cumprir antes de utilizar os serviços oferecidos pela operadora. 

É importante entender que esses períodos são para garantir uma segurança financeira para operadora e paras os hospitais e clínicas que vão oferecer os serviços. 

Quando posso começar a usar o plano de saúde?

A ANS dispõe períodos máximos para que o beneficiário possa começar a usar o seu plano de saúde. 

No entanto, a operadora mesmo assim deve deixar claro quais são esses prazos de carência no seu contrato.

Além disso, é importante frisar que os contratos realizados antes de janeiro de 1999 vão seguir as regras de carências que estão em cada contrato. Já os contratos realizados a partir de 02/01/1999 vale as regras de carência estabelecidas na Lei n.º 9656/98.

Sendo assim, as empresas que vendem plano de saúde podem exigir:

SituaçãoTempo a ser aguardado após a contratação do plano de saúde
Casos de urgência (acidentes pessoais ou complicações no processo gestacional) e emergência (risco imediato à vida ou lesões irreparáveis)24 horas 
Partos a termo, excluídos os partos prematuros e decorrentes de complicações no processo gestacional300 dias
Demais situações180 dias

 

Fique atento! Esses prazos são os limites de tempo máximo. Ou seja, a operadora pode exigir um tempo de carência menor que o previsto na legislação.

Outro ponto importante que você deve verificar para saber quando você pode usar o seu plano de saúde é saber qual tipo é o seu plano. 

Há uma diferença na carência dependendo de qual plano de saúde você vai contratar. Veja só:

Planos individuais ou familiares: há aplicação de carência.

Planos coletivos empresariais:

  • Com até 29 beneficiários: poderá haver aplicação de carência.
  • Com 30 ou mais beneficiários: isenção de carência desde que o beneficiário solicite o ingresso em até 30 dias da celebração do contrato ou da sua vinculação à empresa contratante.

Planos coletivos por adesão: pode haver aplicação de carência. Há isenção de carência se o ingresso do beneficiário acontecer até 30 dias após a celebração do contrato ou se o ingresso acontecer no aniversário do contrato.

O que fazer se precisar ser atendido pelo plano de saúde para tratar de uma doença preexistente?

O que fazer se precisar ser atendido pelo plano de saúde para tratar de uma doença preexistente

No caso de doenças e lesões preexistentes o beneficiário terá cobertura parcial temporária até cumprir 2 anos de carência.

Ou seja, para o tratamento de doenças e lesões que o beneficiário já sabia e assinalou no formulário da declaração de saúde, durante 2 anos ele poderá ser atendido para tratá-las, respeitando as demais carências.

Esse procedimento só não pode ocorrer nos casos de procedimentos de alta complexidade, cirurgias decorrentes das doenças preexistentes, leitos de CTI e UTI. Isso quer dizer que nesses últimos casos, será preciso aguardar os dois anos. 

No entanto, se o beneficiário decidir por ser atendido sem aguardar esse prazo, ele pode escolher pagar um valor adicional (agravo).

Esse aditivo deve negociado entre beneficiário e operadora. Fique atento que o percentual, o valor cobrado e o período de duração do agravo devem estar explícitos no contrato. 

Existe plano de saúde sem carência?

Como te mostrei anteriormente, há sim a possibilidade de você contratar um plano de saúde e não cumprir carência. 

Umas das maneiras é se o seu plano for coletivo (empresarial ou por adesão). A exigência é que o número de vidas no contrato seja acima de 30.

No entanto, fique atento ao seu contrato. Algumas operadoras não retiram todos os prazos de carências como, por exemplo, o período para esperar do parto e os procedimentos para doença e lesão preexistente.

Como fica a carência na portabilidade de plano de saúde?

Portabilidade é você mudar de um plano de saúde para outro ou de uma operadora para a outra. 

Uma das dúvidas sobre esse assunto é: como fica a carência quando você faz essa portabilidade? Ela zera e começa a contar de novo ou é acumulativa?

Bom, essa é uma regra relativamente nova. Ela foi alterada em 2019 e agora os beneficiários podem fazer a portabilidade sem cumprir novos prazos de carência. 

No entanto, precisa seguir algumas regras. Para ter direito a portabilidade você precisa:

  • Manter o vínculo ativo com o plano atual;
  • Estar adimplente junto à operadora;
  • Que o plano de destino tenha faixa de preço igual ou inferior ao plano de origem; e
  • Que tenha cumprido o prazo de permanência exigido no plano. 

Nesse último ponto significa que para a 1.ª portabilidade o beneficiário precisa ter no mínimo dois anos no plano de origem (três anos se tiver cumprido a cobertura parcial temporária) e para a 2.ª portabilidade em diante deve ter no mínimo 1 ano de permanência no plano de origem (dois anos, se a portabilidade for para um plano com cobertura não prevista no plano de origem).

Além disso, essa regra também vale para os clientes de planos empresariais que foram demitidos ou aposentados. 

Existe plano de saúde sem carência para parto?

Segundo a ANS, a carência para a cobertura de parto é de 300 dias, ou seja, 11 meses.

É muito difícil uma operadora isentar ou diminuir esse período de carência, com exceção nos casos emergenciais. 

O ideal é contratar o plano de saúde quando já está planejando a gravidez. Mas caso isso não seja possível, é importante possuir esse auxílio do mesmo jeito. 

Isso porque você poderá realizar todos os exames e, durante os primeiros 30 dias de vida, o seu bebê será incluindo automaticamente no seu plano sem nenhum custo adicional.

Somente depois desse período que ele deve ser incluído como seu dependente. 

Além disso, também há a possibilidade de pagar o agravo e não precisar cumprir o período de carência.

Conclusão

No artigo de hoje te expliquei o que é carência de plano de saúde. Além disso, respondi perguntas importantes sobre o assunto.

Como, por exemplo, quando você pode começar a usar o seu plano de saúde e como fica a contagem da carência quando você fizer uma portabilidade. 

Se você tiver qualquer dúvida sobre o assunto, deixe um comentário que a nossa equipe fará o possível para te responder. 

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Contratar um Plano de Saúde: o que você precisa saber

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Com o ritmo do dia a dia, nem sempre temos tempo de pensar em tudo que devemos fazer para cuidar do bem-estar. Portanto, é normal nos esquecermos de algumas coisas. Mas se tem algo que sempre devemos lembrar, é de cuidar da saúde.

Aqui você pode conferir uma maneira de garantir segurança e conforto para todos. Que tal pensar em contratar um Plano de Saúde?

 

O que é o plano de saúde

O plano de saúde é uma alternativa para não depender do sistema público de saúde, que vamos concordar, muitas vezes trazem mais problemas do que soluções.

Sim, mas o que define um plano de saúde? 

De uma maneira simples, é um serviço oferecido por empresas privadas, chamadas operadoras, que asseguram uma proteção de pessoas que possam vir a precisar de atendimentos médicos, consultas e até mesmo internações hospitalares sem precisar pagar por cada serviço individualmente.

Nele, você paga uma mensalidade, e desfruta de benefícios definidos por cada tipo de plano.

Portanto, você deve pensar no plano de saúde como uma forma de garantir seu bem-estar e de pessoas importantes ao seu redor.

Se você está cogitando em contratar um plano de saúde, é necessário estar atento a algumas informações importantes. Confira-as abaixo.

 

Dicas para contratar um plano de saúde

Verifique a credibilidade da operadora

Você deve investigar se a operadora escolhida é certificada pela Agência Nacional de Saúde (ANS).

Por lá é possível analisar cada uma. Como por exemplo, seu nível de qualidade e por elas, ver quais abrangem os melhores planos de saúde.

Definir o perfil do(s) contratante(s)

O contratante é quem vai aderir aos serviços do plano. Ou seja, é necessário analisar fatores de idade e histórico de saúde e quantas pessoas irão entrar no plano, por exemplo.

Qual é o tipo de abrangência

Aqui você confere as delimitações de território. Ou seja, uma abrangência geográfica dependendo se prefere um plano com cobertura regional ou nacional.

O plano regional é bom por questão de conveniência, podendo contar com hospitais próximos.

Já o plano nacional garante que você possa usufruir os serviços independente de onde estiver. Se você mora em Brasília e viajar para Recife, por exemplo, você pode ser atendido por lá.

Qual é o tipo de cobertura

A cobertura é definida por quais serviços você pretende utilizar. Você vai utilizar o plano frequentemente? Vai precisar apenas ter consultas? Quer apenas serviços de emergência? Ou também necessita de serviços de urgência?

Após responder essas perguntas, você deve pensar que a melhor opção é feita de acordo com suas necessidades.

Qual é o tipo de acomodação

A acomodação pode ser individual (apartamento) ou compartilhada (enfermaria), essa com um limite de até 2 pessoas.

Depende de você, se quiser dividir seu espaço, ou se prefere algo mais privativo.

 

Converse com um corretor

Um corretor é alguém especializado no assunto, que pode lhe ajudar com uma simulação, vendo seus dados, para assim entrar em contato, pessoalmente ou por telefone e realizar uma cotação e dar informações mais detalhadas.

 

Como contratar um Plano de Saúde?

Para qualquer procedimento que envolva uma assinatura de contrato, é preciso coletar certas documentações.

Confira quais são necessárias para o plano empresarial aqui.

Você vai entender por que sair do padrão de plano de saúde por CPF e com certeza vai preferir o plano empresarial.

 

Você pode fazer uma cotação aqui mesmo em nosso site e logo logo ter uma orientação com vários detalhes com os melhores especialistas da área!

 

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