O que é saúde bucal

O que é saúde bucal?

Saber o que é saúde bucal é essencial para se manter saudável. Isso porque, segundo a Organização Mundial de Saúde, a saúde bucal é um indicador-chave da saúde geral, bem-estar e qualidade de vida. 

O que quero te dizer é que muitas vezes negligenciamos a saúde da nossa boca porque não sabemos (ou esquecemos) que ela abrange uma série de doenças que variam de cárie dentária até câncer de boca. 

Cerca de 3,5 bilhões de pessoas em todo mundo sofre de alguma doença bucal, elas podem surgir em qualquer pessoa e em qualquer idade. Muitas vezes elas podem afetar a produtividade da pessoa na escola, no ambiente de trabalho e causar problemas sociais e pessoais. 

Quem já sentiu uma dor de dente ou já teve mau hálito sabe que estou falando. Esses dois fatores devem ser analisados por um profissional qualificado antes mesmo de se tornar algo mais grave. 

Por isso, nesse artigo vou te mostrar quais são as doenças, quais os tratamentos e o que você pode fazer para cuidar da sua saúde bucal e da sua família

Quais são as doenças bucais?

O recomendado é ir ao dentista, pelo menos, duas vezes no ano. Assim você consegue detectar qualquer problema antes que apareça algum sintoma mais grave. 

Geralmente, os principais sintomas que levam uma pessoa a procurar um dentista são feridas ou áreas sensíveis da boca que não cicatrizam após uma semana, ou duas, sangramento ou gengivas inchadas após escovação, ou uso do fio dental, mau hálito crônico, sensibilidade repentina a temperatura ou bebidas quentes e frias, dor ou dentes soltos (rachados ou quebrados), inchaço da face e bochecha, entre outros.

Além disso, se com algum desses sintomas também houver febre alta e inchaço facial ou no pescoço, deve-se procurar um médico de emergência. 

Essas condições acontecem porque a nossa cavidade oral coleta várias bactérias, vírus e fungos. Claro que alguns deles pertencem ao nosso próprio organismo e em pequenas quantidades são inofensivos. 

Mas agora vou te mostrar quais são as principais doenças bucais ocasionadas por eles. 

Cáries dentárias

O consumo alto de açúcar cria condições para que as bactérias produtoras de ácido floresçam em maior quantidade. Daí esse ácido dissolve o esmalte dos dentes e causa cáries dentárias.

Gengivite e periodontite

Já as bactérias próximas à gengiva quando prosperam demais criam uma matriz pegajosa chamada placa. Ela se acumula, endurece e migra pelo comprimento do dente. Dessa forma, se ela não for removida regularmente por escovação e uso do fio dental, pode inflamar as gengivas e causar gengivite.

Os casos mais avançados, periodontite, acontece porque o aumento da inflamação fez com que as gengivas afastassem os dentes. Esse processo cria bolsos nos quais o pus pode se acumular. 

Os fatores que contribuem para a gengivite e a periodontite, geralmente, são fumar, maus hábitos de escovação, lanches frequentes de alimentos e bebidas açucarados, diabetes, história familiar ou genética, HIV ou AIDS, alterações hormonais nas mulheres, refluxo ácido ou azia, entre outros. 

Câncer bucal

O câncer bucal pode ocorrer nos lábios, outras partes da boca e orofaringe. Ele é mais comum em homens e em idosos, isso porque o uso de tabaco e álcool estão entre as principais causas de câncer de boca. 

Noma

Noma é uma doença grave que atinge a boca e o rosto. Ela afeta, principalmente, crianças entre 2 e 6 anos que sofrem de desnutrição ou que tenha um sistema imunológico debilitado.

Essa doença começa como uma lesão de tecido mole (uma ferida) nas gengivas, dentro da boca, evolui para uma gengivite necrosante aguda e depois progride rapidamente, destruindo os tecidos moles.

Sem tratamento, o noma é fatal em 90% dos casos. Já aqueles que sobrevivem sofrem de grave desfiguração facial, têm dificuldade em falar e comer.

Quando detectado no seu estágio inicial, o noma pode ser rapidamente interrompido, através de higiene básica, antibióticos e nutrição melhorada.

Fenda labial e palatina

As fissuras labiais afetam mais os recém-nascidos. Ela é ocasionada por uma predisposição genética, má nutrição materna, consumo de tabaco, álcool e obesidade durante a gravidez.

Por outro lado, se forem tratadas por cirurgia, é possível uma reabilitação completa.

Doenças não transmissíveis 

O uso de tabaco, consumo de álcool e uma dieta não saudável e rica em açúcares livres são as principais condições de risco para doenças não transmissíveis como doenças cardiovasculares, câncer, doenças respiratórias crônicas e diabetes.

Como cuidar da saúde bucal?

Como cuidar da saúde bucal?

A incidência de doenças bucais podem ser reduzidas com atitudes preventivas simples como, por exemplo: 

  • Manter uma dieta equilibrada, pobre em açúcares livres e rica em frutas e vegetais;
  • Promover a água como bebida principal durante o dia a dia;
  • Interromper o uso de todas as formas de tabaco;
  • Reduzir o consumo de álcool;
  • Incentivar o uso de equipamentos de proteção ao praticar esportes e viajar de bicicleta e motocicleta (para reduzir o risco de lesões faciais);
  • Acompanhamento constante ao dentista;
  • Escovar os dentes com creme dental, pelo menos, 3 vezes ao dia;
  • Utilizar o fio dental, pelo menos, uma vez por dia.

Quais os tratamentos para os problemas de saúde bucal?

Mesmo seguindo os cuidados que te falei no tópico anterior, você ainda vai precisar passar por um dentista, nem que seja apenas duas vezes ao ano para uma visita de rotina. 

Isso porque assim você vai conseguir, se necessário, iniciar os tratamentos antes mesmo do agravamento das doenças, além de manter a sua saúde bucal em dia. 

Aqui listei para você as principais formas de tratamentos para os problemas de saúde bucal. Veja só:

Limpezas

Mesmo com o uso do fio dental e a escovação constante, você vai precisar fazer uma limpeza profissional. 

Isso porque assim você pode se livrar de qualquer placa que não foi removida pelos processos rotineiros. 

Essa limpeza profunda também ajuda a remover o tártaro que não pode ser alcançada durante uma limpeza de rotina (de cima e abaixo da linha da gengiva).

Após essa limpeza, o dentista pode aplicar também um tratamento com flúor. Ele  ajuda a combater as cáries, a fortalecer o esmalte do dente e torná-lo mais resistente a bactérias e ácidos.

Antibióticos

Se você mostrar sinais de uma infecção na gengiva ou se tiver um abscesso dentário, um dos tratamentos é a prescrição de antibióticos que ajudam a se livrar da infecção. 

Esses antibióticos podem ser um enxaguante bucal, gel, comprimido oral ou cápsula. 

Coroas e selantes

Esses procedimentos são realizados para reparar uma cavidade, rachadura ou furo no dente. 

Uma coroa é usada se uma grande parte do seu dente precisar ser removida ou se quebrar devido a uma lesão. Já os selantes dentários são revestimentos finos e protetores que são colocados nos dentes posteriores, ou molares, para ajudar a prevenir cáries. 

Canal radicular

Se a cárie atingir todo o caminho do dente até o nervo, será necessário realizar um canal radicular. 

Durante esse procedimento, o nervo é removido e substituído por um preenchimento feito de um material biocompatível.

Conclusão

Nesse artigo te expliquei o que é saúde bucal. Provavelmente, você conseguiu entender por que é tão importante cuidar da saúde da boca.

Te mostrei quais são as principais doenças que podem te atingir, como você pode cuidar da sua saúde bucal e quais são os principais tratamentos realizados pelos dentistas.

Se você tiver qualquer dúvida sobre esse assunto deixe um comentário! Faremos o possível para te responder!

 

O que é plano de saúde empresarial? Tudo o que você precisa saber 

O que é plano de saúde empresarial?

Você sabe o que é o plano de saúde empresarial? Como ele funciona? Quais as vantagens de contratar um?

Sei que essas são dúvidas comuns para quem está buscando a melhor opção para proteger a sua saúde e a saúde da família. Por isso, separei aqui todas as informações iniciais que você precisa saber. 

Mas antes de explicar o que de fato é um plano de saúde empresarial. Você sabia que…

O plano de saúde empresarial é um tipo de plano coletivo

Dentro das categorias de plano de saúde, há uma chamada plano de saúde coletivo. E nela há dois tipos: o plano de saúde empresarial e o plano de saúde coletivo por adesão.

O plano de saúde coletivo por adesão, geralmente, são contratados por pessoas jurídicas de caráter profissional, classista ou setorial, como conselhos, sindicatos e associações profissionais.

Já o plano de saúde empresarial presta assistência à saúde dos funcionários de uma empresa.

Como funciona o plano de saúde empresarial?

Como funciona o plano de saúde empresarial?

O plano de saúde empresarial, como te disse anteriormente, é aquele contratado por pessoas jurídicas. 

O que significa que empreendedores, sindicatos e associações podem realizar esse contrato. Além disso, é importante ressaltar que o microempreendedor também pode ter um plano de saúde empresarial.

O plano de saúde empresarial é bastante similar ao plano de saúde individual. Pois as operadoras podem abranger no seu contrato consultas periódicas, emergências, tratamentos, cirurgias e, até mesmo, cobertura odontológica.

Quem são os beneficiários do plano de saúde empresarial?

Além disso, com o plano de saúde empresarial você também pode adicionar os dependentes dos seus funcionários e ajudar aqueles não conseguiram arcar sozinhos com o plano de saúde individual.

Fique atento que esses dependentes só podem ser os familiares até o 3º grau de parentesco consanguíneo, até o 2º grau de parentesco por afinidade e cônjuge ou companheiro.

Também pode adicionar como beneficiário os sócios, administradores, estagiários, demitidos e aposentados. 

A empresa é obrigada a manter o plano após demissão ou aposentadoria?

Os funcionários demitidos sem justa causa e os aposentados podem permanecer no plano de saúde coletivo, desde que tenham contribuído com pelo menos parte do pagamento das mensalidades e que assumam o pagamento integral do benefício.

No entanto, se começarem a trabalhar em outra empresa que possua esse benefício, a pessoa não terá direito ao novo plano se quiser permanecer com o antigo.

Lembre-se: o empregador deve comunicar o demitido ou o aposentado sobre esse direito e, se o beneficiário quiser manter o plano, precisa formalizar o pedido por escrito em até 30 dias.

Posso fazer um plano de saúde empresarial para minha família?

Sim, essa opção é possível. Basta o titular, quem irá contratar o plano, possuir CNPJ.

As operadoras apenas exigem que tenha no mínimo 2 pessoas e que a empresa esteja funcionando por um período de pelo menos 6 meses.

Como funciona a carência no plano de saúde empresarial?

A carência no plano de saúde empresarial é diferente do plano individual. Nas empresas com número igual ou maior do que 30 participantes e os beneficiários que aderirem o contrato até 30 dias da sua assinatura não cumprem a carência nem a Cobertura Parcial Temporária (CPT).

Caso alguém ingresse depois desse período ou o número de participantes for menor que 30, a operadora pode exigir o cumprimento de prazos de carência.

Quais documentos a operadora de plano de saúde empresarial deve entregar?

Quais documentos a operadora de plano de saúde empresarial deve entregar?

Segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), é obrigatório as operadoras de planos de saúde entregar ao contratante uma cópia do contrato com as seguintes informações: 

  • Prazos de carência; 
  • Vigência do contrato;
  • Critérios de reajuste; 
  • Abrangência geográfica;
  • Tipo de acomodação (coletiva, em enfermaria, ou individual, em quarto);
  • Segmentação assistencial (cobertura ambulatorial, hospitalar, odontológica, obstétrica). 

Além disso, a operadora deve também entregar a cada beneficiário: 

  • Cópia do regulamento ou condições gerais do plano;
  •  Manual de Orientação para Contratação de Planos de Saúde;
  • Guia de Leitura Contratual.

Como funciona os reajustes na mensalidade dos planos de saúde empresarial?

De acordo com a ANS, há duas situações em que pode haver o reajuste na mensalidade:

  1. Quando acontece mudança de faixa etária;
  2. Uma vez ao ano, por variação de custos, na data de aniversário do contrato. 

No caso do plano de saúde empresarial, esse índice de reajuste é definido conforme o contrato assinado entre o beneficiário e a operadora. Ou seja, não precisa de autorização da ANS, mas sim que a operadora comunique à ANS no máximo até 30 dias após a aplicação do reajuste.

Além disso, é obrigatório a operadora informar no boleto de pagamento todos os valores cobrados, inclusive as despesas acessórias, tais como as tarifas bancárias, as coberturas adicionais contratadas em separado, multa e juros.

É importante frisar que a ANS monitora constantemente esses reajustes e as cobranças acima ou abaixo do percentual determinado é passível de punição. 

Quais são os tipos de cobertura assistencial no plano de saúde empresarial?

Quais são os tipos de cobertura assistencial no plano de saúde empresarial?

Geralmente, há no mercado 5 tipos cobertura assistencial no plano de saúde empresarial. Cada um deles possuem uma abrangência diferente, por isso, é importante conhecê-los. 

Veja só!

Referencial

Esse é o plano de saúde empresarial mais completo. Pois abrange os serviços ambulatoriais, obstetrícia, hospitalar e até internação.

Ambulatorial

Abrange consultas médicas e procedimentos ambulatoriais. No entanto, não cobre internação hospitalar.

Hospitalar

Cobre somente os procedimentos realizados durante a internação. Ou seja, não cobre serviço ambulatorial.

Hospitalar com Obstetrícia

Assim como o hospitalar, abrange procedimentos realizados durante a internação com adição de serviços de pré-natal e assistência ao parto.

Odontológico

Abrange os serviços odontológicos realizados em consultório dentário, tais como: exames clínicos e radiológicos, periodontia, endodontia e cirurgias orais menores com anestesia local.

Também cobre serviços de urgência e emergência.

Como escolher a melhor operadora?

Há no mercado várias operadoras de plano de saúde empresarial e uma das principais dúvidas é saber como escolher qual delas é a melhor e que vai garantir o atendimento que você deseja. 

Por isso, a minha sugestão é que você analise 6 pontos principais:

1) Qual o tamanho da  sua empresa

Sua empresa é pequena, média ou grande?

Dependendo da sua estrutura, é melhor escolher de acordo com o número de vidas no plano.

2) Como são os seus funcionários

É importante conhecer bem os seus funcionários, pois o plano de saúde empresarial vai ser para eles também. 

Anote a faixa etária, sexo, onde mora, riscos existentes no trabalho, quais deles têm problemas de saúde… 

Com o setor de Recursos Humanos você consegue traçar o perfil médio dos seus colaboradores e optar pelo plano de saúde mais adequado para a sua empresa. 

 

3) Quais coberturas as operadoras têm disponíveis

Como te mostrei anteriormente, há diferentes planos e coberturas. Por isso, é necessário compará-los e escolher o mais adequado à sua necessidade.

4) Como é o contrato

Antes mesmo de escolher uma operadora para o seguro de vida empresarial, se você tiver a oportunidade leia o contrato da seguradora. 

Observe cuidadosamente cada detalhe, verifique todas as informações sobre as coberturas e todas as taxas que podem ser reajustadas.

Depois anote todas as suas dúvidas e converse com um representante da operadora. 

5) Qual a reputação da operadora no mercado

É muito importante que você escolha uma operadora que já tenha um histórico que combine com as expectativas do seu negócio. 

Sendo assim, é importante você conversar com outras empresas que já utilizam o mesmo contrato que você quer aderir.

Mas fique atento que é arriscado ir a esses fóruns de reclamações na internet, pois muitas vezes o problema é resolvido e o usuário não retorna para dar esse feedback. 

Então, a minha sugestão é que você acesse o próprio site da ANS. A agência reguladora disponibiliza um ranking de insatisfação para que todos os usuários possam conferir. 

6) Qual o valor

Querendo ou não, dinheiro sempre pesa em uma decisão.

Por isso é necessário pesquisar diferentes opções após estabelecer o tipo de atendimento que você busca.

Mas lembre-se que nem sempre o mais barato é o melhor para você. Deixe para analisar o preço por último, assim você consegue verificar se vale a pena ou não aquele valor diante dos benefícios que o plano te oferece. 

Qual a diferença entre Com Coparticipação  e Sem Coparticipação?

Coparticipação nada mais é que uma opção àqueles que não utilizam o plano regularmente, e preferem tê-lo apenas para resguardo.

Assim, você paga a mensalidade do plano e uma taxa quando ele for utilizado.

Pode parecer que você irá gastar mais, mas o custo total é menor se comparado a alguém que utiliza o plano frequentemente.

Dessa forma, o valor mensal é reduzido, sendo mais barato do que a opção sem coparticipação.

Como funciona o sistema de reembolso no contrato empresarial?

Como funciona o sistema de reembolso no contrato empresarial?

Imagine que um colega está sofrendo um infarto e que você está com ele. Ao olhar para o seu lado direto você enxerga um hospital, no entanto, você sabe que ele não aceita o plano de saúde da empresa. O que você faz?

Vai com ele para o hospital credenciado mais próximo ou entra no que está logo a sua frente?

A melhor opção é você levá-lo para o hospital mais próximo mesmo que ele não seja credenciado. 

Isso porque é obrigação de todas as operadoras o reembolso de despesas efetuadas pelo beneficiário em casos de urgência e emergência. 

Ou seja, nesse caso específico, você pode buscar o serviço não credenciado e depois obter o reembolso. Afinal, não foi uma escolha livre, mas sim uma necessidade urgente.

Observe que essa situação deve estar dentro dos limites das obrigações contratuais. Isso quer dizer que deve ser cumprido as regras de carência, de cobertura parcial temporária, de segmentação assistencial e de área de atuação do produto.

Esse reembolso deve ser efetuado no prazo máximo de 30 dias após a entrega da documentação adequada. Além disso, esse valor deve ser, no mínimo, aquele que a operadora pagaria para a rede credenciada se esta fosse utilizada.

Qual a importância do plano de saúde empresarial?

Se você ainda tem dúvidas se vale ou não a pena contratar um plano de saúde empresarial, separei para você  5 benefícios que podem te ajudar a se decidir. 

  1. Ajuda a diminuir Imposto de Renda;
  2. Mantém a equipe motivada;
  3. Diminui o nível de absenteísmo;
  4. Reduz o número de atestados médicos indevidos;
  5. Previne os seus colaboradores de futuras doenças ocupacionais.

Conclusão

No artigo de hoje eu te mostrei exatamente o que é o plano de saúde empresarial.

Você viu as vantagens de fazer um contrato para a sua empresa, quais opções têm disponível e o que você precisa saber antes de fechar negócio com uma operadora. 

Acredito que abordei todos os principais pontos sobre esse assunto, se você tem alguma dúvida que não foi abordada aqui, manda nos comentários que vamos fazer o possível para te responder.

Como funciona a carência do plano de saúde empresarial 

Como funciona a carência do plano de saúde empresarial? 

Você sabe como funciona a carência do plano de saúde empresarial? Talvez esse conceito esteja um pouco confuso na sua cabeça ou talvez não. 

O fato é que você precisa entender exatamente como a carência funciona no seu plano de saúde empresarial para não perder nenhum benefício. 

Sendo assim, vamos logo ao ponto…

O que significa carência?

De acordo com a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), carência é o tempo determinado para você ter acesso às coberturas previstas para a contratação do seu plano. 

Isso quer dizer que no âmbito do plano de saúde, a carência está associada ao tempo que você tem que esperar para realizar algum serviço como, por exemplo, procedimentos médicos.

Segundo a ANS, os prazos máximos de carência é de:

  • 24 horas para situações de urgência e emergência;
  • 30 dias para consultas e exames simples;
  • 10 meses para parto (com exceção os casos de prematuros ou decorrentes de complicações);
  • 180 dias para consultas, exames, internações e cirurgias.

No entanto, a operadora pode conceder, em alguns casos, um prazo de carência menor. Pois, afinal, esses prazos determinados pela ANS é o limite máximo de carência. 

O que é o plano de saúde empresarial?

Antes de explicar como funciona a carência do plano de saúde empresarial, primeiro é importante você entender o que é o plano de saúde empresarial

De maneira bem simples, ele pode ser conceituado como um contrato realizado por meio de uma pessoa jurídica. 

O que significa que, além das empresas e sindicatos, você que é Microempreendedor Individual também pode contratar. 

Mas, enfim, o plano de saúde empresarial também tem carência?

Mas, enfim, o plano de saúde empresarial também tem carência

Depende do número de participantes. 

Vou te explicar. 

A carência no plano de saúde empresarial funciona assim: se o número de participantes é igual ou maior do que 30, os beneficiários não precisam cumprir carência nem Cobertura Parcial Temporária (CPT). 

No entanto, há uma condição para isso: o beneficiário deve ingressar no plano de saúde em até 30 dias da data de assinatura do contrato ou até 30 dias depois da sua vinculação com a empresa. 

Isso quer dizer que se o plano de saúde empresarial contratado tiver menos do que 30 participantes, a operadora pode exigir os prazos de carências e CPT determinados pela ANS.

Por outro lado, muitas operadoras têm políticas comerciais que visam isentar os beneficiários desses prazos e optam por alinhar essa situação na hora do contrato. 

Sendo assim, se você pretende fazer parte de um plano de saúde empresarial com menos de 30 participantes, converse com a sua operadora e veja se ela não tem uma opção mais vantajosa para você não cumprir ou diminuir esses prazos.

É importante lembrar que cada operadora tem uma política sobre isso. Geralmente, elas reavaliam a situação, antes de propor uma redução das carências.

O que é Cobertura Parcial Temporária (CPT)?

Você viu que além da carência, ainda existe a Cobertura Parcial Temporária (CPT). 

Ela é uma cobertura essencial que admite a suspensão da cobertura de Procedimentos de Alta Complexidade  (PAC), leitos de alta tecnologia e procedimentos cirúrgicos, relacionados exclusivamente às doenças ou lesões preexistentes (DLP) declaradas pelo beneficiário ou representante legal no ato da contratação do plano.

Ou seja, o beneficiário pode usar o plano de saúde normalmente, menos para procedimentos e eventos que tenham relação com a doença que ele declarou que tinha antes da contratação do plano.

Nesse caso, a operadora fica isenta dos custos e o beneficiário deve arcar com eles. 

O prazo máximo que as operadoras podem exigir é de até 24 meses, contados a partir da data de assinatura do contrato.

E como funciona a carência para dependentes no plano de saúde empresarial?

Para serem insetos das carências e CPT, os dependentes (cônjuges, filhos e ascendentes), de acordo com cada operadora, devem ser incluídos no plano de saúde empresarial em até 30 dias da data de assinatura do contrato ou até 30 dias depois da sua vinculação com a empresa. 

No caso dos recém-nascidos, automaticamente, em seus primeiros 30 dias de vida eles já fazem parte da assistência-médico hospitalar. Após esse período, ele deve ser incluindo como dependente no prazo máximo de 30 dias após o seu nascimento. 

Agora quando o titular não tenha cumprido todas as carências, se for o caso do contrato com menos de 30 participantes, o mesmo prazo será imposto para os seus dependentes.

Posso fazer a portabilidade da carência do plano de saúde empresarial?

Essa é uma das principais dúvidas dos beneficiários e uma alteração recente feita pela ANS. 

Desde 2019, a agência reguladora ampliou a portabilidade de carências. Antes desse período, apenas os planos individuais e coletivos por adesão que podia realizar esse procedimento. 

Agora os beneficiários de qualquer tipo de contratação podem mudar o seu plano de saúde e levar as suas carências cumpridas. 

No entanto, para isso é preciso cumprir 5 requisitos:

  1. O plano atual deve ter sido contratado após 1º de janeiro de 1999 ou ter sido adaptado à Lei dos Planos de Saúde;
  2. O contrato deve estar ativo, ou seja, o plano atual não pode estar cancelado;
  3. O beneficiário deve estar em dia com o pagamento das mensalidades;
  4. O beneficiário deve cumprir o prazo mínimo de permanência no plano, que pode ser de um ou dois anos;
  5. O plano de destino deve ter preço compatível com o seu plano atual (estar na mesma faixa de preço).

Para saber mais você pode dar uma olhada no vídeo explicativo da própria ANS:

Demitidos e aposentados podem continuar no plano de saúde empresarial?

Segundo a ANS, é obrigatório a empresa manter o aposentado, o ex-empregado exonerado ou demitido sem justa causa no seu plano de saúde. 

Desde que o benefício ainda seja ofertado aos empregados ativos, o ex-funcionário tenha contribuído com, pelo menos, parte do custeio do plano e que ele não seja admitido em um novo emprego. 

Além disso, o ex-funcionário precisa também:

  • Assumir o pagamento integral do benefício;
  • Formalizar a decisão pela manutenção do plano de saúde no prazo máximo de 30 dias, contados a partir da comunicação do empregador.

Além disso, esse direito também se estende aos dependentes que já estavam inscritos no plano de saúde empresarial, quando vigente. 

E mesmo com o falecimento do ex-funcionário, o grupo familiar pode continuar com plano pelo restante do tempo que o beneficiário titular tenha direito. 

Conclusão

Nesse artigo você viu como funciona a carência do plano de saúde empresarial. Te mostrei o que cada um desses temos significa separadamente e ainda te explicar pontos essenciais que você deve saber. 

Como, por exemplo, como funciona a carência para os dependentes e quais são os direitos que você tem caso seja demitido ou aposentado. 

Se você tiver qualquer outra dúvida que não foi abordada aqui, deixe um comentário que a nossa equipe fará o possível para te responder.